sábado, 9 de outubro de 2010

A melhor banda de todas

Belle & Sebastian é o nome dela. Fiquei conhecendo há uns 5 anos, através da minha irmã, e foi amor à primeira escutada.

Belle & Sebastian é um nome dado em homenagem a Belle et Sébastien, um livro infantil do escritor francês Cécile Aubry que narra a história do menino Sébastien e seu cachorro Belle. Há quem diga que Belle refere-se a Isobel Campbell e Sebastian a Stuart Murdoch, antigos componentes da banda que namoraram por alguns anos.

Banda escocesa formada em Janeiro de 1996, tem atualmente sete integrantes: Stuart Murdoch, Stevie Jackson, Chris Geddes, Richard Colburn, Sarah Martin, Mick Cooke e Bobby Kildea. O grupo se apresentou pela primeira vez no Brasil no Free Jazz Festival, em 2001. Em novembro, finalmente voltam ao país e se apresentam no dia 10 em São Paulo, e no dia 12 no Rio.

Eles têm 8 álbuns e estão prestes a lançar seu nono, “Belle and Sebastian “Write About Love”, que vai ser lançado nos Estados Unidos no dia 12 de outubro. Eu ainda não consegui achar, em nenhum deles, ao menos uma música da qual eu não goste. Quem descobrir uma me conta.

Como não dá pra colocar todas as músicas deles aqui, escolhi uma de cada CD, pra vocês entenderem melhor o porquê do meu encanto. O Dentão eu sei que entende!

• Música: She´s loosing it. Álbum: Tigermilk, junho/1996


• Música: Get me away from here, I´m dying. Álbum: If You're Feeling Sinister, novembro/1996


• Música: Dirty dream number two. Álbum: The Boy with the Arab Strap, setembro/1998


• Música: Waiting for the moon to rise. Álbum: Fold Your Hands Child, You Walk Like a Peasant, junho/2000


• Música: Scooby river. Álbum: Storytelling, junho/2002


• Música: If she wants me. Álbum: Dear Catastrophe Waitress, outubro/2003


• Música: Lazy line painter jane. Álbum: Push Barman To Open Old Wounds, março/2005


• Música: Sukie in the graveyard. Álbum: The Life Pursuit, fevereiro/2006


• Música: I want the world to stop. Álbum: Write About Love, outubro/2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dicas de Guarda-Roupa

Como vocês vão perceber, não fomos nós que escrevemos o texto que se segue. Mas eu, a Má, a Têtê, a Rê e a Gabi assinamos em baixo tudo que o ele diz. Não são dicas do que usar, mas o contrário. Os garotos que acham que moda é coisa de mulher, deveriam lê-lo até o fim, porque tem dicas para eles também.


O que não usar

por Arnaldo Jabor


1) Usar esmalte com uma florzinha (ou estrelinha) em uma das unhas combinado com a outra mão (no pé já é caso de internação).

2) Salto de acrílico (a não ser que vá fazer um filme pornô ou agradar o namorado fetichista). Sapato branco também é de lascar (a menos que você seja enfermeira...). Bota Frankstein, aquela do plataformão preto. Nem Mortícia Adams teve coragem de usar... E, sandália com plataforma de madeira entalhada. Essa dispensa qualquer comentário

3) Lente de contato colorida. Essa é uma das tenebrosas campeãs. Além de dar uma enorme vontade de lacrimejar de aflição (para quem está de frente com o ser), parece que estamos diante de uma personagem do próximo filme do X-Men. Aproveitando a fase mutante, retire o óculos de sol da cabeça! Ele deve ser usado nos olhos e guardado após o uso! Dr. Xavier adora mutantes que usam a cabeça como aparador! Cuidado!

4) Meia-calça cor da pele, tipo Kendall para o inverno (a não ser que tenha mais de setenta anos ou use debaixo da calça em caso de frio extremo). Em hipótese nenhuma deve ser usada com saia e sandália aberta.

5) Calça justa demais, que aperte as partes íntimas (fica parecendo uma pata de camelo). Calça de cintura baixa com aquelas gordurinhas sobrando para os lados e..... cofrinho aparecendo... . Não obrigue os outros a ter que ver isso!

6) Descolorir os (muitos) pelos da barriga, o famoso 'caminho da felicidade'. Melhor depilar, caso contrário é melhor procurar um namorado que tenha colocado blondor no bigodinho. Farão um lindo par.

7) Unha do pé grande, maior do que onde termina o dedo, além de ficar muito feio pode ser um perigo fazendo 'carinho' com o pé, no marido ou namorado. Se estiver solteira, vá à praia de meia.

8) Calça jeans com muitas aplicações (rosas coloridas, tachas, strass, etc.). Tudo em exagero polui o visual e esse tipo de calça tem muita informação. Usada junto com o item 2 é uma das piores composições. Se pretende sacanear algum namorado (ou ex), chame-o para jantar ou dançar, e vá assim.

9) Perfume Paris, do Yves Saint Laurent ou um tal de Angels.... não tem desculpa. As pessoas ao redor não merecem isso e nem todo mundo carrega Neosaldina na bolsa. Usar no verão então, é sadismo.

10) Calça legging com tamanco de madeira. Se você não estiver numa refilmagem de 'Grease nos tempos da brilhantina', use outra maneira de chamar a atenção. Há outras (e muito melhores) maneiras de um cara te achar gostosa.

O que os homens nunca deveriam usar - ou ter usado:

Na coluna passada, brinquei com o meu ponto de vista, sobre o que as mulheres não deveriam usar - pois era sofrível. Foram dezenas de e-mails concordando, mas pedindo para o colunista fazer a mesmíssima coluna, porém sobre os equívocos masculinos. Já tinha isso em mente e aí vai a minha lista para meus queridos leitores. Acho abominável que um homem envergonhe (no sentido estético) a classe masculina usando:

1) O trio mais famoso do que o do McDonalds: pochete, bermuda jeans e sandália papete. Se vier acompanhado do celular (na capinha) na cintura então. É caso para fingir que não conhece.

2) Blazer com gola rolê por dentro. É o figurino preferido de 10 em cada 10 novos cabeleireiros recém bem-sucedidos na cidade. Esse tipo acha esse conjunto o uniforme da 'elegância'. Geralmente abrem salão na cidade com os nomes de Roberto's Coiffeur, Cabral's, Antonio's e por aí vai.

3) Sapato social de 'franjinha' (aquele detalhe de penduricalho em cima). Se for curto a ponto de aparecer a meia branca por baixo, a coisa beira a piedade. Esse tipo fica ótimo num dublador de Michael Jackson cantando 'Billie Jean' no Largo da Carioca.

4) Calça de cintura alta e preguinhas...... Cuidado com os testículos!
Eles não têm culpa se você se veste mal. Gerentes de churrascaria rodízio costumam adotar esse visual acompanhado de uma vistosa camisa vermelha de seda javanesa. Correntão de ouro e pulseira de ouro é melhor esquecer. Deixe para o bicheiros.

5) Perfume KOUROS (Yves Saint Laurent) ou NATURA. Num acampamento pode ser usado como repelente (pena dos seus companheiros de viagem). Um cara que usa esse perfume se torna inesquecível. O trauma nas pessoas ao redor é irreversível.

6) Essa vai doer em muito 'Maurício' mas é a minha opinião: Casaquinho de lã jogado nas costas e amarrado na frente. Esse visual geralmente vem acompanhado de um cabelo arrumado pela mamãe a ' La Roberto Justus '. Tem solução, mas tem que ser mudado ainda na infância ou no máximo adolescência. Depois fica difícil.

7) Unha suja (e sem cortar). Se você não for mecânico pode ter certeza que brochará sua namorada ou pretendente. Caso seja bonito, atlético e gostosão, ela será somente um pouco mais tolerante, entretanto, irá pedir para limpá-las assim que acabar a noite de fetiche com um desleixado. Não esqueça também de aparar aqueles pelinhos horríveis que por ventura saiam do nariz ou da orelha - em nome da higiene, please!!!!

8) Base incolor na unha. Triste amigo. Só limpar e cortar já é suficiente. Cuidado se tem esse hábito, pois daqui a pouco estará pedindo 'francesinha' no salão.

9) Fazer sobrancelha. Se for tirar um fio maior, ok. Agora, se for limpar e afinar nas extremidades, é melhor tomar cuidado. Daí para usar rímel e delineador é um pulo. Não estranhe se vier uma vontade incontrolável de chamar um amigo de infância para assistir 'Brokeback Mountain' comendo pipoca light.

10) Cueca furada ou muito vistosa (vermelha, pink, salmão, cetim verde bandeira). Amigo, por favor, treine tirar a calça puxando a cueca junto. Nenhuma mulher no mundo agüenta esse choque visual. Se ela vir a sua cueca é provável que você fique na mão (literalmente) Esqueça também a sunga branca na praia. Nem precisa explicar.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Resenha de Quinta

O Físico
Noah Gordon

Fonte: site da Livraria Cultura


A primeira vez que ouvi falar desse livro não me animei muito. Afinal, não sou muito fã das ciências exatas, né? Mas depois acabei descobrindo que o título em português não tem muita relação com o título em inglês, que é The Phisycian, que significa médico, não físico. Achei a escolha infeliz, uma coisa meio Lia Wyler*. Mans, voltando ao assunto principal, que é o livro, "O Físico" conta a história de um menino londrino, Rob J Cole, que fica órfão ainda criança e passa a trabalhar para um barbeiro-cirurgião (uma categoria de "curandeiro" inferior aos médicos). Todo o desenrolar do livro, o modo como ele se torna médico (parece que na Idade Média, que é quando o livro se passa, era muito, muito difícil se tornar médico - possivelmente ainda mais difícil que hoje) se baseia muito na experiência que ele tem como ajudante de barbeiro-cirurgião, e Rob J Cole não fica só na Inglaterra, mas acaba viajando pela Europa continental, Turquia e chega à Pérsia. Mas acho que se eu entrar em muitos detalhes, o livro vai acabar perdendo a graça para os que não leram!

O que mais gostei nesse livro foi a imprevisibilidade: é impossível saber como a história termina quando você está lendo, apesar de não ser um livro cheio de suspenses. Acho que é mais o tipo de escrita do autor, que revela os fatos ao leitor à medida que os personagens vivenciam cada situação, e nem uma mente muito imaginativa poderia supor as reviravoltas da história, que são muito bem engendradas. Além disso, o enfoque na medicina praticada na Idade Média é um caso a parte, é muito legal saber como os médicos trabalhavam quando não existiam recursos nem de longe parecidos com os de atualmente. Por fim, aviso aos que leêm rápido: ao acabar de ler esse livro, você vai se sentir meio órfão, sem rumo! Pra mim, foi muito difícil escolher um livro pra ler depois desse, nenhum parecia tão interessante como a história de Rob J Cole!


PS: Eu não entendo nada de medicina, nem da atual, tampouco da Idade Média...por isso, não posso afirmar que tudo que o autor descreve a respeito do assunto é verdade.

* Lia Wyler é a tradutora brasileira de Harry Potter. Nos livros nacionais, o nome do pai do Harry é Tiago, enquanto o nome original é James. Vai entender, né? Me avisaram que Tiago é a tradução para português de James. Ainda assim, continuo não gostando dela ter traduzido o nome.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Lugares que eu ainda tenho que conhecer

Estava eu, um dia desses, pensando o que faria caso eu ganhasse na Mega Sena. Apesar de a probabilidade disso acontecer é mínima - já que eu raramente aposto - fiquei me perguntando quais seriam minhas prioridades se isso acontecesse. É claro que minha fortuna ia ser toda gasta em viagens, mas pra onde? Por isso fiz uma lista mental - que transcrevo abaixo - de 10 lugares que, provavelmente, seriam os primeiros que veriam meu rico dinheirinho. É claro que eu não vou só pra esses lugares, e tampouco só vou conhecê-los (espero) se eu ficar milionária, mas achei muito útil já ter uma lista pronta, né?

Rússia

Eu simplesmente preciso ver qual é a da Rússia. Preciso conhecer o Palácio de Inverno de São Petersburgo, ver o rio Volga passando por Stalingrado Volgogrado (afinal de contas, sem ele o cerco nazista à cidade poderia ter resultado na tão sonhada Lebensraum de Hitler), conhecer um Gulag, passear pela Praça Vermelha em Moscou, percorrer a Transiberiana e chegar ao Estreito de Bering. E passar frio, é claro.

Macchu Picchu

Eu sei muito pouco sobre Macchu Piccu, mas ruínas de uma cidade perdida, de uma civilização perdida, são o tipo de coisa que eu acho muito legal. E a Barbie viajou pra lá em uma das revistinhas dela (alguém mais lia isso??? Essas revistinhas ainda existem?) e encontrou ouro, quem sabe eu também não encontro?

Irã
Nem é pelo Irã atual, é mais porque o nome antigo é Pérsia, tem nome mais legal??? E um lugar que é um dos berços da civilização, que era até a revolução de 1979 um país relativamente democrático em meio às ditaduras islâmicas no Oriente Médio parece muito legal. E Pasárgada fica lá!!!

Terra do Fogo
Paisagens lindas e o fim do continente americano. Depois dali, só a Antártida. Imagina só andar no "Trem do Fim do Mundo"?

Escócia
Sempre tive vontade de ter um castelo, de preferencia no Reino Unido, e parece que a Escócia tem vários, além de muitas ruínas de igrejas medievais...Além disso, Hogwarts fica lá!

Cancún
Mar do Caribe, clima mexicano e praias maravilhosas. Precisa de mais?

Índia
Curry à vontade, um sári bem colorido e andar de elefante. Além disso, tem o Ganges.

Himalaia
Não sou muito fã de esportes radicais, do tipo alpinismo (na verdade, não sou fã de nenhum tipo de esporte radical), mas eu quero muito ver o ponto mais alto do mundo, e ver o mundo lá de cima.

Istambul
Mercado, mercado, mercado. Só consigo pensar no mercado de Istambul. Tá, consigo pensar também na importância histórica da cidade.

Muralha da China
Imagina percorrer seus 8.850km, parando nos vilarejos no caminho?

Alguém já fez uma lista parecida?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Observação do dia

O blog tá meio parado, mas tá aqui...acho que todo mundo pode tirar férias de tudo de vez em quando, né? Tô cheia de idéias, coisas que eu acho que seriam legais de postar, mas minha vontade foi toda embora. Só consigo pensar no quanto precisamos aproveitar cada minuto ao lado das pessoas que gostamos, já que elas podem ir embora sem que tenhamos tempo pra nos despedir, dizer o quanto elas importam, o quanto nossa vida fica mais vazia sem elas.
Chegar no seu destino 5 min mais cedo porque você fez uma ultrapassagem arriscada, proibida é, no mínimo, ser muito fútil. Dirigir não envolve somente a sua vida. Existem outras pessoas, em outros carros, que também têm uma família, que também querem chegar em casa mais cedo. Pense nelas antes de ultrapassar na faixa contínua.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Filme de Segunda


Gente,

Vocês com certeza lembram do filme clássico das Paquitas, ‘Sonho de Verão’ (1990), não lembram?! Aquele gente, com o Sérgio Malandro, que se hospeda em uma mansão habitada por uma menina tímida abandonada pelos pais, que estão passando as férias na Europa. Aí a casa se transforma em uma colônia de férias cheia de paquitos e paquitas que fazem guerra de travesseiro, guerra de comida, enfim, a maior zona.

Quem não viu precisa ver, porque o Brasil fica muito bem representado com esse filme! A começar pelo elenco: além do Sérgio Malandro, fazem parte do filme a Letícia Spiller, o Fausto Silva (vulgo Faustão), Bianca Rinaldi, Juliana Baroni e muitas outras celebridades globais. A crítica do Wikipédia, inclusive, é : ‘Um filme repleto de música, alegria e gente bonita’! Se vocês ainda não viram o filme, aqui vai uma prévia. Fiquem atentos aos cabelos e ao figurino, tudo bem anos '80. Mas o melhor mesmo são os diálogos:




Mas independente de terem visto ou não o filme, pelo menos a música tema vocês já devem ter escutado:



Pois é, nesse filme, a menina rica solitária anda pra lá e pra cá com um urso gigante que era meu sonho de consumo, e num certo momento de tristeza ela canta uma música linda, que me fazia chorar, com uma letra super triste, que fala daquela fase complicada da adolescência; daquela fase de romantismo, daquela época de brincadeiras tipo ‘salada de frutas’. Enfim, tudo muito profundo. Mas o fato é que há um tempo escutei uma música e logo pensei: ‘gente, essa francesa copiou a música das Paquitas!’ Mas ai logo descobri que tinham sido as Paquitas a copiar a música da Françoise Hardy, uma linda e talentosa cantora e compositora da década de 1960. Foi uma grande decepção pra mim...

Pra vocês entenderem do que eu tô falando, aqui vai a versão original, cantada pela Françoise Hardy e a versão by Paquitas, mais precisamente by Bianca.

‘Tous les garçons et les filles’ por Françoise Hardy:



‘Alguém para amar’ by Paquitas (muita atenção na letra):




E aí, qual versão vocês preferem?!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Filme de Segunda na Quarta

Fonte: Blog Angelo Pessoa

Preparem os lenços se vocês forem assistir esse filme. Eu pelo menos chorei por uma semana...

Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me/Mi Vida Sin Mi, 2003) é uma produção espanhola-canadense, continuando a série ‘filmes de vários países’.

O que você faria se você fosse jovem e descobrisse que sua vida está no fim? Complexo... Pois é, a Ann (Sarah Polley), que mora em um trailer com o marido, o Don (
Scott Speedman) e suas duas filhas, decide fazer várias pequenas coisas que ela sempre quis fazer e nunca experimentou, sem contar nada pra ninguém. Tipo usar unhas falsas e se permitir conhecer outro homem (nada mais nada menos que o Mark Ruffalo!)

É um filme super doce, super delicado, sem sentimentalismo barato e sem lições de vida. Fofo, fofo, fofo. A começar pelo do título.

O trailer:

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Depressão pós feriado

Sou só eu ou todo mundo sente que, depois de um feriado, é necessário um novo feriado, pra que o corpo se recupere do feriado anterior?


O que rolou nesse feriado:
Aprendi a cantar quase totalmente o hino da nova geração (Rubi Nave do Som)
Vi 4 homens criarem uma coreografia de Poker Face
Nunca mais bebo vodca (eu sei q eu também disse isso depois de Diamantina, mas dessa vez é sério)
Bota suja de lama é mato
Assustar as pessoas pode render boas risadas (se você não é a pessoa que levou o susto)
Cair na grama não suja a roupa tanto assim
Maria, Cecília e Rodolfo são desafinados
O Tomate não tem o cabelo vermelho

E vocês, o que arrumaram?

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A futura mulher do Dentão

Gente, vocês já conhecem a futura mulher do Dentão, porque ela é a atriz principal do primeiro filme que eu postei aqui, o "500 dias com ela".

Pois é, tem gente muito sortuda nesse mundo, né?! Alguns ganham na loteria, outros nascem milionários, e a Zooey Deschanel tem como pai um cineasta. Nada mais normal que ela virasse uma atriz... Só que não pára por aí. Além de tudo isso e de ser linda de morrer, ela também é cantora; vocalista de uma banda fofa que chama "She & Him". Tem gente que nasce com o dom e é realmente artista. É como a July Delphy, de quem certamente ainda falarei aqui: atriz, escritora, diretora, compositora e cantora.

Fica a invejinha, a versão muito fofa da música "Gonna Get Along Without You Now" by She & Him e sua versão original, por Teresa Brewer, além a versão de "Sugar Town" por Zooey Deschanel (ela canta no filme "500 dias com ela", quando o pessoal do trabalho vai pra um karaokê) e sua original, by Nancy Sinatra (sim, ela é filha do Frank Sinatra).

Depois vocês me contam quais versões vocês preferem. Eu amo a versão do She & Him pro "Gonna Get Along Withou You Now", e a original do "Sugar Town" é imbatível!

Gonna Get Along Without You Now by She & Him

Gonna Get Along Without You Now by Teresa Brewer


Sugar Town by Zooey Deschanel


Sugar Town by Nancy Sinatra

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Filme de Segunda

Fonte: Site do Stimulantia

O Gari me indicou um filme pra hoje, considerando o tema “francês”, mas como não assisti ainda, indico hoje esse, e assim que eu assistir o “Je Vais Bien, Ne T’en Fais Pas” posto algum comentário, promessa!

A descrição do filme, segundo meu cunhado: “malhação francesa”! Malhação, sabe, aquela novelinha das 17h da Rede Globo! Ele certamente não gostou muito... A história é por aí mesmo; é a história de uma adolescente, Lola (Christa Theret), de 15 anos, e suas novas descobertas junto com sua turma de colégio e sua mãe liberal. Só que, apesar disso, o filme é ótimo! Tem que assistir sabendo que é um filme super leve, que não vai te fazer pensar sobre a vida porque não tem questões existenciais. Sabe aquele dia que você não quer ver drama porque não quer chorar, não quer ver suspense porque não quer ficar ainda mais tenso, e nem quer ver essas comédias idiotas com o Jim Carrey porque elas são muito bobas?! Então, é nesse dia que você vai alugar Rindo à Toa (Laughing Out Loud), pra rir e relaxar. É um filme despretensioso que trata da juventude burguesa de Paris. Eu diria até que se trata da juventude européia, mas o fato é que o filme se passa em Paris. E uma pequena parte em Londres. E além de ser um ótimo filme pra divertir, é também um ótimo filme pra quem gosta de moda. As roupas são lindas, e os estilos os mais variados possíveis. E a trilha também não deixa nada a desejar, como todo filme francês, certamente.

Taí o trailer:


domingo, 30 de maio de 2010

Música que não sai da cabeça



Eu que não entendo nada de francês, e nem conhecia nenhuma música da Carla Bruni (mas sabia da existência dela desde Fashion File, finado programa sobre moda e desfiles internacionais que bombava no também finado canal pago People + Arts), até que outro dia, querendo ouvir algo diferente, digitei o nome dela no Youtube e cliquei na primeira música que apareceu, a do link acima, Quelqu'un m'a dit. Sério, amei, que melodia fofa! E a tradução ajudou, achei a letra muito legal! Espero que gostem!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Resenha de Quinta

Gomorra - A história real de um jornalista infiltrado na violenta máfia napolitana
Autor: Roberto Saviano


Fonte: site da Bertrand Brasil

Gomorra faz um trocadilho com o nome da cidade que, juntamente com Sodoma, foi coberta de fogo e enxofre por Deus, como um castigo a sua população, e Camorra, o nome "oficial" da máfia napolitana. O autor, nascido em Nápoles, se infiltrou no Sistema (o nome pelo qual os pertencentes à Camorra se referem a ela), descobriu todo o seu funcionamento, os nomes das pessoas que o compunham, as atividades lícitas e ilícitas que exerciam e toda a hierarquia que o mantinha em pé.

Este livro é um relato franco de como as atividades da Camorra fazem parte de tal modo da economia da Itália que, caso os chefes da organização fossem presos (como muitos foram, ao longo das últimas décadas), nada mudaria, já que o Sistema é muito bem articulado, influente e com tentáculos que vão muito além de Nápoles. O relato de Saviano impressiona pela riqueza de detalhes - muitos deles desconhecidos das autoridades anti-máfia até então - e pela descrição das atividades da Camorra que faz com que o leitor se questione quanto à presença de algum produto em sua vida que não tenha passado pelo crivo do Sistema.

O autor se encontra atualmente em paradeiro desconhecido, protegido pela polícia italiana, já que, com a publicação de Gomorra, em 2006, Saviano foi jurado de morte pelos bosses do Sistema.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Filme de Terça

Assim que eu percebi que o primeiro filme que eu comentei era americano, o segundo inglês e o terceiro uma produção mexicana e espanhola, resolvi que o de hoje vai ser alemão e o da semana que vem francês. Mas apesar da minha fama, não vou postar nenhum comentário sobre algum filme israelense, porque não me lembro de ter visto nenhum.

E além de mudar a nacionalidade, vou aproveitar para mudar também o gênero. Já escrevi sobre comédia romântica, drama e suspense, então vamos falar hoje de uma boa tragicomédia!

Adeus, Lênin! (Good Bye, Lenin!, 2003) gira entorno da história do Alex (Daniel Brühl) e da sua mãe (Katrin Saß), que sofre uma parada cardíaca quando desce obrigada de um táxi durante uma passeata contra o regime socialista da Alemanha Oriental, em 1989, e vê seu filho entre os manifestantes. A conseqüência disso é uma terrível culpa por parte do Alex, devido à conseqüência que esse acontecimento causa: sua mãe entra em um coma profundo. Quando ela se recupera, porém, o muro de Berlim já não existe mais. Para poupá-la de um choque emocional, Alex recria em um quarto do seu apartamento a ilusória Alemanha Oriental, que já não existe mais. Só que não é fácil ficar trocando os rótulos das embalagens dos novos produtos industrializados, criando notícias sobre as novidades do mundo socialista nem escondendo propagandas de grandes companhias símbolo do capitalismo.

A trilha sonora é por conta do Yann Tiersen, o mesmo do Amélie. Uma das músicas, inclusive, a Comptine d'un autre été: L'après-midi, é usada em ambos os filmes. Não preciso falar mais nada, né?!

A música é essa aqui:


E o trailer do filme esse aqui:


domingo, 16 de maio de 2010

Pra deixar o colar de pérolas mais legal

Há algum tempo eu comprei um colar de pérolas na feirinha da praça de serviços, mas ainda não tinha usado. Eu adoro pérolas, são tão bonitinhas! O problema é que, como tava na moda, tava rolando maior overdose de pérolas, em todo lugar todas as pessoas usavam colar de pérolas, o que me deixou meio com preguiça de usar...além disso, eu sou totalmente contra a banalização das pérolas, prefiro deixar pra usar pra sair, e tal...Enfim, o colar que eu comprei é beeeem simples, dá só uma olhada (TV Fama style):

Ontem eu queria usá-lo com um vestido cinza, e pra não ficar muito arrumadinho, tive a idéia de misturá-lo com outros cordões de colares da minha irmã (thanks, Riane), pra tentar parecer que eu tinha um único colar cheio de correntes, e tal. O resultado foi:


Eu usei 3 correntes diferentes, e ficou bem básico, mas pra quem gosta de vários colares, acho que é uma boa colocar outras correntes também (eu nem tenho outras pra fazer isso, então é só uma hipótese). Gostei do resultado final, acho que deu uma quebrada na seriedade das pérolas!

PS: as fotos não ficaram boas, já que eu usei a câmera do celular, e meu edredom não é azul!

Alice no País das Maravilhas

                                                    Fonte: Terra
                                                        
Semana passada Lu e eu (mais Tetê, Rena e Cláudia) fomos assistir "Alice no País das Maravilhas", finalmente! Eu tava cheia de expectativas quanto ao filme, mesmo não sendo muito fã do desenho animado...acho que a publicidade onipresente da Disney ajudou, né? Desde o começo do ano, só se fala nesse filme!
O que me animou a assistir o filme foi a dobradinha Tim Burton/Johnny Depp, que eu adoro! Os filmes do Tim Burton (não assisti todos e nem sou especialista em cinema, logo minha opinião é muito leiga) são sempre lindos, tristes, e muito obscuros, mas de um jeito sempre interessante! Eu tava curiosa pra ver como ele ia fazer um filme Disney e manter as características mais legais do seu trabalho, e me decepcionei! Eu achei o filme Disney demais (nada contra, eu adoro filmes da Disney, mas esperava algo mais elaborado, já que o Tim Burton era o diretor), daquele tipo que parece meramente uma reprodução da história escrita, sem uma coisa a mais que o faça ser especial...
A fotografia é linda, a caracterização dos personagens é excelente e os atores principais são ótimos! Alan Rickman (O Snape de Harry Potter) pra mim, é o melhor, mesmo só dublando a Lagarta. Johnny Depp, Helena Bonham Carter e Anne Hathaway estão ótimos nos papéis do Chapeleiro Maluco, Rainha Vermelha e Rainha Branca, respectivamente, e a estreante Mia Wasikowska me surpreendeu como uma Alice ingênua, com uma aparência frágil, mas que cabe muito no papel.
Porém, mesmo com atores excelente, o filme não passa de legal, já que o roteiro é bem bobinho. O bem versus mal é o script clássico de 9 entre 10 filmes, e esse se enquadra no grupo dos que são só mais um filme legal, nem um pouco extraordinário. Fiquei decepcionada...


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Nouvelle Vague em BH

Gente, quem não foi perdeu!

O show do Nouvelle Vague quarta feira passada (eu sei que estamos atrasadas, mas antes tarde do que nunca!) foi sensacional! Foi melhor do que eu esperava. Fiquei me perguntando como que um show que pode ser superdançante ia ser bom no Palácio das Artes. Porque o bom mesmo é dançar...

As perninhas ficaram balançando lá na cadeira, tímidas, até que a banda fez todo mundo levantar pra cantar parabéns pro pai do baixista que tava fazendo 80 anos de idade. Depois disso ninguém se sentou mais!

Mesmo quem não gosta das músicas dos anos ’80 vai gostar da banda, porque ela consegue fazer as originais ficarem ainda melhor. E ia gostar do show também. A Ma mesmo não conhecia e gostou, porque foi muito animado. Os homens principalmente ficaram babando, considerando que as duas cantoras, ambas ex-modelos, vestiam micro vestidos e não estavam nem um pouco preocupadas com isso na hora de dançar, pular e correr no meio da platéia.

Mas o melhor mesmo foi o comentário de um amigo no final do show “Adorei. Adorei ver a banda fazendo todos os cults de BH colocarem as mãos pra cima pra balançar de um lado pro outro e bater palma!”

Olha o clipe dessa música, que fofo:



E as fotos do show:








segunda-feira, 10 de maio de 2010

Filme de Segunda


Um dos filmes mais bonitos que vi recentemente. A produção é mexicana e espanhola, e o diretor é Guillerme del Toro.

O Labirinto do Fauno (El Labirinto del Fauno, 2006) é uma mistura de realidade e fantasia, e a diferença entre uma e outra não é delimitada. Narra a história de uma menina de 10 anos, Ofelia, fascinada por livros de contos e fábulas, que vai para um acampamento militar com a mãe encontrar seu novo e cruel padratro, um capitão do governo Franco. Nesse cenário violento, Ofélia encontra um labirinto onde vive um fauno. O Fauno, após examiná-la, afirma ser ela a princesa desaparecida do reino subterrâneo do qual o labirinto é apenas o portal.

O mundo real é mostrado com cenas fortes de violência, tortura e sadismo. O mundo imaginário, por sua vez, traz referências contos de fadas como Chapeuzinho Vermelho, Peter Pan, O Mágico de Oz e, sobretudo, Alice no País das Maravilhas.

Venceu oscar de melhor direção de arte, melhor fotografia e melhor maquiagem.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

She is gone - David Harkins

You can shed tears that she is gone
Or you can smile because she has lived

You can close your eyes and pray that she'll come back
Or you can open your eyes and see all she's left

Your heart can be empty because you can't see her
Or you can be full of the love yoy shared

You can turn your back on tomorrow and live yesterday
Or you can be happy for tomorrow because of yesterday

You can remember her and only that she's gone
Or you can cherish her memory and let it live on

You can cry and close your mind, be empty and turn your back
Or you can do what she'd want: smile, open your eyes, love and go on.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Filme de Segunda


Desejo e Reparação (Atonement) é um filme baseado no livro do escritor britânico Ian McEwan. O diretor é Joe Wright, que dirigiu também "Orgulho e Preconceito" (Pride & Prejudice), que eu e a Tetê amamos! Infelizmente, a atriz principal dos dois filmes é a Keira Knightley. Não que ela seja uma má atriz - pelo contrário, ela só faz filmes bons - mas faz bico demais, e isso a torna extremamente antipática na minha opinião. O ator? James Andrew McAvoy, de “Amor e Inocência” e “O Último Rei da Escócia” - charmosíssimo, por sinal.
O drama trata de paixão, culpa, ciúmes, guerra, preconceito e arrependimento. É a história de como um mal-entendido pode ganhar grandes proporções e mudar o rumo da vida das pessoas. A fotografia do filme é linda, e a trilha sonora idem. Venceu o prêmio de melhor filme dramático no Globo de Ouro e o de melhor trilha sonora no Oscar de 2008.
Dá uma conferida no trailer:

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Esmalte de Sexta


O esmalte de hoje foi recomendação da Rê, e eu super aprovei! A cor é um esverdeado, nada muito estravagante mas também nem um pouco careta... Ele faz parte de uma coleção mais antiga da Risqué. A foto da coleção é essa aí ao lado.






segunda-feira, 26 de abril de 2010

Filme de Segunda

Marc Webb é um reconhecido diretor de videoclipes que tem em sua videografia produções de bandas como Santana, Green Day, Counting Crows e Regina Spektor, dentre muitas outras. Zooey Deschanel é uma atriz que tem em seu currículo filmes como Quase Famosos e All The Real Girls, pelo qual ela ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Mar Del Plata. Ela é também cantora da banda-muito-fofa She & Him. Joseph Leonard Gordon-Levitt começou sua carreira aos 6 anos de idade e já atuou em séries de televisão, comédias românticas, como 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, e em vários filmes independentes.

O resultado do trabalho deles todos juntos é o filme 500 Dias Com Ela (500 Days of Summer), o primeiro longa de Webb. Tem quem ache que é só mais uma comédia romântica. É, de fato, uma comédia romântica, mas não uma história de amor, e isso nos é dito desde o início. Além disso, os papéis são invertidos; dessa vez é o rapaz romântico que se apaixona pela garota sem coração. Mas o filme não é só isso. O roteiro, by Scott Neustadter e Michael H. Weber, brinca com clichês e faz várias referências ao mundo pop, como discussões entre Summer e Tom - os personagens principais - sobre quem é o melhor Beatle, e a alusão aos personagens do filme Sid e Nancy (baseado na história do baixista do Sex Pistols e da groupie Nancy Spungen). O figurino da mocinha remete aos anos 50 e 60, e o mocinho usa camisetas com a estampa do Joy Division.


O filme é um vai e vem de dias cinzentos e tristes e outros de dias ensolarados e felizes. Mas o melhor mesmo são as músicas, a cargo do compositor de trilhas sonoras Mychael Danna:

"A Story of Boy Meets Girl" - Mychael Danna and Rob Simonsen
"Us" - Regina Spektor
"There Is A Light That Never Goes Out" - The Smiths
"Bad Kids" - Black Lips
"Please, Please, Please Let Me Get What I Want" - The Smiths
"There Goes The Fear" - Doves
"You Make My Dreams" - Hall & Oates
"Sweet Disposition" - The Temper Trap
"Quelqu’un M’a Dit" - Carla Bruni
"Mushaboom" - Feist
"Hero" - Regina Spektor
"Bookends" - Simon & Garfunkel
"Vagabond" - Wolfmother
"She’s Got You High" - Mumm-Ra
"Here Comes Your Man" - Meaghan Smith (essa versão é ótima, mas eu ainda prefiro a original, do Pixies)
"Please, Please, Please Let Me Get What I Want" - She & Him;
e ainda “Sugar Town”, da Nancy Sinatra, que não chega a ser tocada, mas sim cantada por Summer em uma das cenas do filme.

Um pouquinho das músicas dá pra conhecer no trailer do filme:




Enfim, é um filme que tem um pouco de tudo que é bom. E é também leve, divertido e muito charmoso.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Esmalte de Sexta

Foto: Carol MF

É a primeira vez que eu uso um esmalte da Tock, então por enquanto não posso falar se ele dura ou não, vou ter que esperar até a próxima semana pra saber. Aquelas bolinhas inimigas apareceram, mas foi tudo culpa dos 31º de hoje. O que posso dizer é que a cor é linda, eu pelo menos adorei!

Sobre o quanto eu odeio monopólios

Não, esse post não vai ter uma mega explicação microeconômica do funcionamento dos monopólios, nem nada do tipo. Mas eu não posso deixar de comentar o quanto a existência de monopólios é maléfica para os consumidores, quer eles percebam isso ou não. Se você só tem uma opção de lugar para realizar determinado serviço, você automaticamente está sujeito aos humores do prestador de serviço, certo? Caso contrário, qual opção você tem? Se o serviço oferecido é de péssima qualidade, o que fazer?
Caso você seja um empresário, o dono do serviço monopolizado, por que você vai se preocupar com o que os consumidores do seu serviço acham sobre ele, já que, independente disso, a sua demanda continuará a mesma?
Eu sei que uma pessoa, sozinha, não consegue mudar nada. E eu sei que a qualidade do serviço oferecido pela cantina da faculdade não vai melhorar só porque eu vou parar de almoçar lá. Mas, por uma questão de princípios, e por estar cansada de sempre enfrentar filas enormes para almoçar, a demora pra conseguir um pedido e, às vezes, nem conseguir ser atendida, o meu dinheiro eles não têm mais.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Resenha de quinta

Pra iniciar o blog, a primeira seção que teremos será a Resenha de Quinta. Quinzenalmente, publicaremos comentários sobre algum livro que Lu ou eu (Má) lemos e indicamos (ou não, né? Se o livro for muito ruim, acho que é uma questão de utilidade pública contar pra todo mundo!). Para começar, vou falar sobre um livro que ganhei no meu último aniversário e que eu adorei:

Alemanha, 1945
Autor: Richard Bessel




Fonte: site da Livraria Saraiva



Se você gosta de história, você vai gostar desse livro. Se você gosta de história da Segunda Guerra Mundial, especificamente, você vai gostar muito! O historiador inglês Richard Bessel faz um panorâma completo de tudo o que aconteceu na Alemanha no ano de 1945, quando a Segunda Guerra estava no fim, e os alemães seriam não só derrotados, mas também veriam seu país ser dividido em 4 zonas de ocupação distintas. O livro começa explicando como os últimos meses de guerra foram determinantes para a mudança de atitude do povo alemão que, até então, tinha sofrido poucas privações durante o conflito (em comparação com os povos de outros países, que sofriam com o racionamento de alimentos, os constantes bombardeios aéreos e a presença de forças de ocupação) e, no ínicio de 1945, se viam em meio a cidades bombardeadas, um governo central se esfacelando, meios de transporte e comunicação restritos e porções cada vez menores de alimento.

Quando a guerra de fato acabou, a moral alemã nem de longe lembrava a de 1939, e por todo lado a população lutava diariamente para manter suas casas (que muitas vezes foram tomadas pelas forças de ocupação), suas famílias unidas (o estupro de mulheres por soldados das forças de ocupação se tornou recorrente) e, acima de tudo, uma ração diária de alimentos decente. Os alemães se preocuparam pouco com a morte de Hitler, o fim do Terceiro Reich e a rendição irrestrita do país às forças aliadas, uma vez que enfrentavam tantos problemas no dia a dia. E quando o conflito foi de fato encerrado, os problemas não diminuíram. O desejo de vingança por parte das forças de ocupação soviéticas e francesas tornou a vida nas regiões ocupadas por tropas destes países muito mais difícil do que nas zonas de ocupação britânica e norte-americana, uma vez que, para franceses e soviéticos, a hora de cobrar todos os prejuízos materiais que o exército alemão tinha causado a seus países tinha chegado. A reconstrução da Alemanha, após 1945, foi um processo longo, custoso e que deixou, nos alemães, um profundo complexo de vítima, uma vez que, ao fim da guerra, eles se sensibilizaram muito mais com os problemas que enfrentavam diariamente do que com as atrocidades que o regime nazista tinha cometido por todo o continente europeu.

Para mim, ler esse livro foi tão legal porque é a primeira vez que leio algo relacionado a um país que perde uma guerra e, acima disso, sobre o que aconteceu quando a guerra terminou, como a Alemanha, anos depois, já era uma potência e como, menos de meio século após o fim do conflito, o país era um exemplo de sociedade democrática. Os filmes mais famosos sobre a Segunda Guerra Mundial sempre mostram os Aliados como os mocinhos, e os alemães como os bandidos, então, pra variar, é bom ter uma noção de como esses papéis não são tão bem definidos.